quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal



Olhas a tua volta,
Vez a maior felicidade,
Tens uma família envolta,
De uma mesa cheia de fraternidade.

Olhas para a arvore intensamente,
Relembras tempos de criança,
Recordas o teu primeiro presente,
Essa felicidade nunca se alcança.

Oh Natal tens a magia,
De fazer qualquer criança sorrir,
Até a criança doente deste alegria,
Para por ti esperar até sucumbir.

Natal não é só alegria,
Natal é fome, tristeza e morte,
Morre a criança que sozinha se sentia,
Morre a criança que pelo sofrimento talvez tenha tido sorte.

Vamos perder um minuto do nosso Natal,
A pensar em todo o conforto que estamos a sentir,
Sabendo que há milhões em fase terminal,
Que nunca por um carinho puderam sorrir.

Vamos perder cinco minutos da nossa vida,
A ajudar quem é desfavorecido,
Porque de felicidade estas enriquecida,
Mas sem nada neste mundo poderias ter nascido.

Este Natal aceita o presente do conforto,
Este Natal oferece um presente especial,
Oferece a quem de felicidade está morto,
Um Natal, um Natal um Natal.

Carta


A vontade de querer mostrar algo,
E não saber o que dizer,
De te mostrar que estou a salvo,
Mas ter medo de morrer.

De te dizer que te desejo,
Como o pássaro voar,
Dizer que te invejo,
Por saberes o que é amar.

Misturo sentimentos,
Mas separo-os por razão,
Escondo o ferimentos,
Partilho os do coração.

Não importa a vontade,
E desejo de te amar,
Se sei que na verdade,
A teu lado não mais irei estar.

Pode existir vontades,
E desejos de mudar,
Mas a traição em amizades,
Ninguém as pode reparar.

Estava desinspirado,
E sem vontade de escrever,
Agora encontro-me espancado,
De palavras para ler.

Um desabafo do coração,
Numa carta de lágrimas,
Escritas para um milhão,
De almas impávidas .

Escreve sem remetente,
Envio esta carta para o mundo,
Quem a lê é me indiferente,
Pois escrevo em estado profundo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Amizade é "Isto"


Podes estar rodeado de almas imundas,
Podes cometer erros e cair,
Não me terás ao teu lado enquanto te afundas,
Mas lá do fundo terás quem te ajude a subir.

Olhas para o lado e não me vês,
Queres a minha companhia mas não me encontras,
Fala-me, estou aonde a nossa amizade se fez,
Num coração que não guarda as provas de amizade que demonstras.

A amizade não cresce pela quantidade,
Quantidade de vezes que te digo "Estou aqui",
Mas a amizade cresce pela verdade,
Verdade do momento em choravas e dou minha alegria para ti.

Não te esquecerei por palavras largadas,
Por uma boca que não tem sentimentos,
Guardarei palavras do coração citadas,
Que revelam caixas de amizade e ensinamentos.

A amizade existe e tem que se demonstrar,
Não só quando somos felizes e sorrimos,
Não quando esperamos por algo trocar,
Mas quando das responsabilidades fugimos.

Todos lhe apontam defeitos,
Todos o abandonam e ele fica só,
Mas um amigo verdadeiro não tem preconceitos,
Um amigo verdadeiro nunca deixará que vires pó.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Sol e a Lua


Tens beleza imprópria,
Dás luz em momentos de tristeza,
Apoias a alma não sóbria,
Mas és a mais falsa e sem destreza.
És sustentada por quem te da luz,
Tens medo e nunca enfrentas quem te seduz.

Foges constantemente de quem te dá vida,
Não tens coragem de o enfrentar,
É por ele que dês de sempre és invadida,
De sentimentos que não queres demonstrar.
És privilegiada pelas estrelas,
Que te não deixam mostras fraquezas.

Nunca te pediu um obrigado,
Não se gaba pela tua incapacidade,
O sol não te goza lua pois sabe que é amado,
Por aquém luz dá para que seu amor tenha felicidade.
A beleza por todos adorada,
É sustento de uma estrela apaixonada.

"Contigo nunca ficarei por mais que esteja apaixonado,
Mas a luz que sempre te darei é prova do meu amor,
Não viverei com alguém que tem companhia e um céu estrelado,
E que só na solidão me sabe dar valor".
Não aceita o Sol amor da Lua,
Pois sabe que ela nunca será só sua.

Desvanecer do Sentimento

Crias a perfeição em volta do amor,
Cegas porque não te interessa a verdade,
Desculpa-lo sempre pois de o perder tens pudor,
Mesmo que não sejas o único cego que esconde infelicidade.

Crias mundos inexistentes em toda a parte,
Para salvar algo que está perdido,
Projectas desculpas falsas para salvar a arte,
De um amor entre amores vencido.

A dor de amor escondida desperta,
Sentes falta da liberdade e de viver,
Acabas parcialmente com essa dor incerta,
Para que nem só por um dia possas voltar a nascer.

És forte e desistes do amor,
Para pela felicidade poderes lutar,
Não perdeste a vida perdeste a dor,
De quem não te respeitava por ter muito amora para dar.

Perdeste um amor distante do respeito,
Aprenderás com os erros passados,
Não aceitaste que o teu coração fosse totalmente desfeito,
Mas com vontade e verdade recuperaras todos os bocados.