sábado, 19 de fevereiro de 2011

Orgulho Malévolo

Porque é que sinto ainda aquele frio,
Porque é que não sinto indiferença,
Já passou tempo mas cá dentro ainda crio,
Esperanças de ter tua presença.

O tempo não enfraqueceu nada,
Parece que foi ontem que te abracei,
Continuas a ser amada,
Como no primeiro dia em que te beijei.

Ver-te e olhar-te é tortura,
Pois é com frieza que o faço,
O calor antigo ainda dura,
Mas há o orgulho que não é escasso.

Orgulho malévolo que te opões ao amor,
Não me deixas abraçar o que desejo,
Não aceitas-te desculpas por ter tanta dor,
Não aceitas-te sequer um último beijo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vida por Viagem

Hoje é o dia que começa a minha viagem,
Hoje sei que é verdade e não uma miragem,
Este sonho de criança que é vencer,
Tornar-se-á hoje verdade quando começar a viver.
A vida começa quando descobres o mar,
Descobrirei o que está para lá da linha, acabou o imaginar.

Vão mais duas pessoas no meu barco,
Sozinho não faria tal viagem,
Levo-as porque não me deixam ser fraco,
Levo-as porque tornam mais bela a paisagem.
Acompanhar-me-ão toda a vida,
Se nesta viagem ela não for perdida.

Sempre me apoiaram sem esperar recompensas,
Mostraram-se quando outros se escondiam,
Nunca se importaram com minhas diferenças,
E quando apoio lhe pedia não fugiam.
Serão humanos estes seres,
Que nos ajudam antes de cumprir seus deveres.

A viagem continua por mar fora,
Tantas paisagens belas e tentadoras,
Um mar enorme onde toda a espécie mora,
Das beldades simpatias ás fingidas devoradoras.
Será tão belo este mundo,
Como o oceano no seu fundo?

A viagem ficou marcada pela beleza,
Vi a sereia da minha vida,
Tão bela, simpática e com tanta riqueza,
Tal beldade não pode ser fingida.
Falarei e contarei tudo isto a ela,
Não poderei deixar fugir sereia tão bela.

O meu amor a ela declarei,
E no fim nosso lábios se juntaram,
A encontrar-me com ela voltarei,
Pois nem Romeu e Julieta assim se amaram.
Daria a vida pelo meu novo amor,
Pois nunca amei ninguém com tanto fervor.

Ela pediu-me para seguir viagem com ela,
Eu disse que sim sem hesitar,
Saltei se seguida para o barco dela,
Não poderia perder esta oportunidade de amar.
Deixei para trás duas pessoas sem querer saber,
Mesmo sendo as pessoas que fizeram nascer.

Um novo barco a minha sereia avistou,
E imediatamente me esqueceu,
Sem querer de mim saber para os braços de outro saltou,
Nesse momento o meu amor morreu.
Estou agora sozinho no mar,
Sem ninguém e sem barco para navegar.

Troquei tudo por nada,
E agora infeliz viverei,
Sinto-me uma alma cansada,
E sozinho em breve morrerei.
Choro de descontentamento,
E morro agora de arrependimento.

Na vida todos tomamos más opções,
Choramos por um amor que não resultou,
Mas nunca esqueças os dois corações,
Que por amor ao mundo te lançou.
Vive o presente sem esquecer o passado,
Amanha terás um novo amor mas ontem já eras amado.

A Viagem

Estarei a escrever uma história de vida?
Ao escrever e dedicar,
Ao ler e saborear,
Saborear todas as palavras ditas por saber o seu significado.
Saber para quem são,
Saber para que são.
Tudo o que escrevo é palavras sentidas,
Escrevo para enviar uma mensagem,
Escrevo para recordar mais tarde esta viagem,
Posso me apaixonar por diferentes mares,
Posso encontrar novas terras,
Posso correr, saltar e cair por elas,
Mas nunca serei infeliz por elas.
Porque haverá sempre uma nova terra ou um novo mar,
Haverá sempre algo novo se o velho não me quiser amar.
Mas a viagem nem sempre é longa,
A viagem nem sempre te dá uma nova terra ou um novo mar,
Por isso terás que aproveitar tudo o que te dá antes de esta acabar.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

EU

Serei reles, podre e infame,
Serei leve, fraco e ingénuo,
Serei tudo isto para todos os que me não conhecem,
Para todo esse ninguém de pessoas inocentes e sem escrúpulos,
Serei tudo isto para os reles invejosos dos desconhecidos,
Serei tudo isto para os que de forma malévola me julgam,
Criticam e vejo-os orgulharem-se e sentirem-se melhores por isso.
Não vejo mal na crítica, apenas vejo mal na crítica sem fundamento,
Se querem criticar, porque não adequam a critica ao seu comportamento,
Se querem ser alguém, porque não fazem à felicidade e à vida um casamento,
Juntem-nas e vejam-me em desvanecimento,
Talvez assim me vejam melhor,
Talvez assim me vejam de verdade,
Verdade nua e crua como a simplicidade das palavras que me caracterizam,
Tão feliz, verdadeiro e correcto,
Talvez não tão correcto como desejado,
Mas tão amigo dos que mo são,
Com tanta vontade de crescer para viver.
Ver-me-ão até melhor os cegos de incapacidade visual, mas conscientes, que os visuais cegos pela incapacidade mental.
Mas nunca desabarei da personalidade minha que me enche de orgulho,
Nunca desistirei das vontades que alimentam os meus sonhos por gentes tão repugnantes,
Continuarei o meu caminho pela calçada da vida,
Enfrentando e não desprezando as diferenças numa calçada por pedras duras invadida.