segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Lágrimas nao Gotas



Vejo-te a passar do outro lado,
Fico triste pela indiferença,
Por ti já fui amado,
Mas agora não tenho tua presença.

Pensava ser possível,
Mas não é fácil viver sem ti,
No meu coração ainda é visível,
Palavras que contigo vivi.

Destruição de um futuro,
Não vivido por opção,
Arrependimento eu te juro,
Por não ter visto outra solução.

No luar está a resposta,
Para uma relação difícil mas possível,
Relação toda ela composta,
Pelo brilho que te é visível.

Olha a minha volta,
Mas não está tudo,
Há algo que me falta,
E és tu ao meu lado.

Destino infeliz escolhido,
Difícil é tudo voltar atrás,
Sentimento duro vivido,
Por ti que não voltarás.

Pelo rosto correm lágrimas,
Soltas pela alma vazia,
Não são gotas, são páginas,
De um vida com alma fria.

sábado, 28 de agosto de 2010

Dizes "Odeio-te"


Constantemente o dizias,
Magoa profundamente,
Quando o fazias fingias,
Para me entristecer infelizmente.

Repetias vezes sem fim,
Não pensavas na dor,
Na dor sentida por mim,
Aquele que te guarda tanto amor.

Sinceridade confusa,
Sem fundamento ou certeza,
Vida agora sem minha musa,
Por não o ter dito com firmeza.

O silencio que agora sigo,
Faz desta vida um inferno,
Pois não posso falar contigo,
E mostrar o amor que dizia eterno.

Princípios meus,
Estúpidos e sem sentido,
Defeitos teus,
Imunes a um ser "fingido".

Palavra dita,
Mas não sentida,
Palavra escrita,
Mas não guardada,
Apesar da dor que minha alma sita,
Tu por mim ainda és amada.

domingo, 15 de agosto de 2010

Pedra à Chuva

Mais uma vez,
À chuva me encontro,
E à suposta solidez,
De uma pedra me confronto.

Intacta e molhada,
Dura de sentimentos,
És mais forte pois não és amada,
Nem partilhas os teus momentos.

A tua vida invejo,
Pois nunca sofreste por amor,
Nunca foste olhar as aguas do Tejo,
Com um coração cheio de tanta dor.

Mesmo sem sentimento algum,
Tens tudo dentro de ti,
És criada a imagem de cada um,
Mas não foi para isso que eu cresci.

Passas uma vida a ver o céu e as estrelas,
Passas uma vida sem forma e objectivos,
Vives maus momentos mas não te celas,
Em desilusões e amores mal vividos.

A chuva continuas,
E uma lágrima vejo-te derramar,
Chora pedra de injurias,
Chora pedra que não sabe amar.

Mal Feito




Desiludido e triste,
Parece que tudo teve um fim,
Se a felicidade realmente existe,
Porque será que nunca sorri para mim.

Motivo tão estúpido e sem sentido,
Que me custa a ler e aceitar,
Pedi desculpas ter vivido,
Mas nem assim foste capaz de perdoar.

Comparações inúteis,
Injustas e sem sentido,
Comparações a pessoas fúteis,
Que não compreende quem por ti tem vivido.

É difícil mas voltou a acontecer,
Apesar de sempre prometer o contrario,
Vem ai uma batalha impossível de vencer,
Maldito amor solidário.

Todo o respeito e admiração,
Não são suficientes e desistes,
Desapareces da minha da minha visão,
Mas no meu coração persistes.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Palavras Tuas




Olhando o meu futuro,
Só o vejo a teu lado,
O passado foi duro,
Mas por ti viveu apaixonado.

Imaginar-te longe de mim,
É sentir tristeza em tudo que vejo,
É olhar para um poço sem fim,
Onde mergulha tudo que desejo.

Teu coração corta o vento,
Com a luz do teu olhar,
Um olhar doce e ciumento,
A quem todo o meu amor quero dar.

Abraçado a ti me imagino,
Com os lábios em teus ouvidos dizendo que te amo,
Agarrado a ti, algo divino,
Digo que me fazes feliz até quando por ti chamo.

Sonho ver-te a noite do outro lado da rua,
E eu teu nome gritar,
Olho para ti e depois para lua,
E digo-te que foi ela que me ensinou a te amar.

Passei noites na sua companhia,
A escrever palavras só para ti,
Perguntava-lhe se tu me amas e ela não respondia,
Mas o amor dizia, para ti renasci.

Durante o luar apareceram as gotas,
Era uma doce chuva de verão,
Senti-as como se tivessem sido soltas,
Todas as magoas do teu coração.

Nem sempre temos o que queremos,
Mas não podemos desistir sem lutar,
Se depender de mim juntos viveremos,
Até ao dia em que a luz se apagar.

domingo, 8 de agosto de 2010

Guerra de Palavras



Usam todas as armas para se defender,
Não encontram e nem precisão de uma razão,
Atacam sem medo tudo para vencerem,
Uma guerra para qual ninguém tem uma justificação.

Guerra de palavras incertas,
Que ferem e furam como uma bala,
Respostas frias e despertas,
Pelo amor ferido quando fala.

Tristeza e desprezo nas palavras,
Mas não e por isso que deixas de as dizer,
Estas magoada e nelas falas,
A raiva e dor de quem te fez sofrer .

Guerra psicológica fazes,
Porque custa mais que um tiro na minha mão,
Mas por mais tiros que me dês,
Não me sais do coração.

Podes dizer na cara que me odeias,
Podes jurar que nunca mais me falas,
Não acreditarei em palavras alheias,
Pois não é pela boca que falas que me amas.

É pelo coração que sentes,
É nele que o amor está,
Se for ele a falar não mentes,
Olhas para mim e dizes basta.

Basta de palavras não sentidas,
Basta de balas na minha direcção,
Sei que as lágrimas não são fingidas,
Pois elas vêm do teu coração.

Elas mostram teu amor por mim,
Elas sabem de meus pensamentos,
Se perguntar se te amo elas dizem sim,
Pois elas conhecem os meus sentimentos.