Por mais longas que tenham sido as horas dedicadas a te escrever,
Com palavras ousadas, ás vezes amargas mas, doces ao te descrever,
Nunca nenhuma foi suficientemente longa para te dedicar o tempo que mereces,
Nunca nenhuma durou o tempo necessário para te mostrar a verdade.
Conheces-me mas, nunca me viste para alem do que vez.
Eu descrevo-te mas nunca consigo aquilo que vejo.
Escondo-me quando te vejo, falo de pouco e continuas sem me ver.
Tu falas-me, não dizes que me amas mas, é o que eu ouço por tanto te querer.
Então olho-te, digo que te amo e teu olhar começa a estremecer,
Toco teu rosto como beijos de pétalas ao vento,
Abraço-te como se este começo, fosse uma despedida,
Agarro tua mão e ando a teu lado,
Sentamo-nos a beira-rio,
Do outro lado passava o comboio das memorias que, a minha vida teceu um dia,
Em nenhuma delas estavas presente, e em nenhuma deles eu sorria.
Deitamo-nos abraçados, e vimos o meu futuro nas estrelas,
E em nenhuma delas, em algum momento desapareceras,
Falamos de um mundo que não existe entra mim e ti,
A cada palavra tua percebia, onde errei quando te descrevi.
Não se trata das lágrimas que por tristeza libertavas,
Não se trata dos segredos e importância que me injectavas,
Todo este amor é despertado por não saber o que não gostar em ti,
Completas as minhas reticencias e defeitos na perfeição nunca descobri.



