quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Fim. Desonra e Fraqueza
"Deixaste-me sozinho nesta ponte
Agora só me resta abrir os braços e esperar.
Esperar que ele se aproxime mais e mais e mais
Até ao momento que não mais perto poderá estar e entra em mim!
Tudo o que irei sentir, não será meu,
A mim já nada pertencerá.
Não me pertencerá a minha vida,
Não me pertencerá a tua vida,
Simplesmente já não haverá vida em mim!
Mas porquê?!
Sou assim tão fraco que não aguento uma rejeição?
Sou assim tão inocente que vejo a minha vida a partir de um olhar que não o meu?
Se viver vale tão pouco, porque choro só por não poder fazer parte da vida de alguém?
Se viver vale tão pouco, porque luto por um amor se sei que tarde ou cedo vai ter um fim?
Porque é que vejo no início da dor o fim de uma vida?
Porque é que não vejo no fim de um arrastado amor, uma alma do sofrimento agora protegida?
Eu sei que não sou fraco nem inocente
Eu sei que não preciso desistir da vida de forma indecente
Mas como posso viver, como se deve estar na vida, contente,
Se perdi aquele calor de que fala muita gente?!"
Amor, palavra pequena que dita em fingimento, cria sonhos e destrói vidas
Mas, que se tens a sorte do seu sentimento, vives o sonho de saber o que é a vida!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Saber Interpretar
"Eu nunca pensei que te iria amar,
Respeitei-te e ajudei-te a muita dor suportar,
Mas a dureza desses momentos fizeram-me reparar
Que não era capaz de um dia fazer a menor coisa para te magoar.
Não sei se só isso me fez acordar,
E perceber que me estava a apaixonar,
Mas a alegria que sentia ao te ver a contra isso lutar,
Também deve ser motivo para tua imagem não parar de imaginar.
O não me ser indiferente a tua presença
E o vazio na tua ausência,
Marcam-me constantemente,
Preencho-me de revolta, por não ter tido uma oportunidade de tudo isto revelar
Porque, por mais que tente não consigo dizer-te, pelo medo de mais dor te causar
Pois não seria fácil para ti, se nada mais do que demonstras existisse.
A confusão em mim é instalada por não saber alguns gestos distinguir,
Será amor o sinal demonstrado ou apenas a tua ternura natural a agir?
Não tenho respostas, e suscitam constantemente duvidas,
Porque, cada segundo afastado de ti me custa cada vez mais.
A ajudar, existem outros tantos que por arrependimento ou oportunismo tentam teu amor,
Ferro-me por dentro por tanto te amar e ao vê-los agir rasgo-me de dor.
De todos eles já conheces as intenções,
De mim, continuas cheia de ilusões
Não pelo apresso que te tenho demonstrado
Mas pela forma como o tens interpretado
Nem todo o respeito que mereces, vem de toda esta adoração,
Grande de parte dele, parte de te ter no meu coração.
Desculpa se algum dia intencionalmente te fiz sofrer
Pois de toda a dor que possa sentir, a dor de te fazer sofrer é a que mais me destrói,
Eu choro pelo fim do mundo, mas se tu sorris, teu sorriso um novo mundo em mim constrói.
Só queria abraçar-te e olhar-te sem sentir este aperto de ter algo a dizer
Mesmo sabendo que se tudo isto te contar, vai haver sempre algo que não conseguirei descrever,
Eu amo-te e isso não tenho duvidas em te dizer,
Mas como posso em palavras por todo o mundo usadas explicar,
Um amor único que só por ti sou capaz de mostrar."
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Inicio da Rua

Sentei-me no inicio da rua a recordar momentos vividos contigo,
As imagens começaram a passar
Todas elas passavam rápido demais.
Nenhuma durava o tempo suficiente para ser merecidamente contemplada
Mas, mesmo que por poucos instantes, queria vê-las todas,
Recordar por segundos todos os momentos que pensava ter para a vida.
Sorrirmos um para o outro só pela felicidade de estarmos juntos, é passado
Correr juntos sem saber onde é a meta, para conhecer a teu lado um mundo novo, é passado
Abraçar-te pelo simples motivo de te querer abraçar, é passado
Beijar-te por te amar, é passado.
As fotos continuam a passar e nenhuma tem a resposta para tudo ser passado.
Nenhuma é resposta para o gelo em que o meu corpo se encontra,
Não há felicidade se não há amor
E agora não passo de um corpo,
Um corpo que se arrasta por pensamentos,
Que mantém afastados todos os sentimentos,
Tão longe quanto seu amor está.
Prometi ama-la para vida e dei a ela o meu coração
Fiquei sem sentimentos
Mas, para que preciso deles se não tenho a pessoa que para a minha existência é a única razão!
A última foto durou mais alguns segundos.
Ela caminhava lá ao fundo, e como a foto, desvanecia lentamente
Uma lágrima e outra escorregaram ao vê-la desaparecer
Senti-me triste, sozinho, sem motivos sequer para ter motivos
Olhei o fundo da rua uma ultima vez
Rebaixei o rosto, as lágrimas continuavam a cair
Levantei-me e sem tão pouco abrir os olhos abracei quem estava atrás de mim.
Estava ali novamente a razão da minha existência e com ela os meus sentimentos,
Sufoquei de dor os anos da sua ausência
Foram mares de lágrimas por não sentir durante anos todo este calor
Foram anos a sofrer e sem saber por onde, a sentir dor
Foi uma vida a espera do momento em sentiria novamente teu amor!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Auge invisível

A quantidade de vezes que já tentei escrever algo para ti é enumera,
Sempre te quis dizer toda a tua importância
Mas, não a percebia.
Perguntava constantemente o quão importante era tu param mim,
Nunca obtinha uma resposta
E nunca percebi porque!
Hoje acordei e precisei de ti, precisei de te falar precisei de te abraçar.
Hoje acordei e percebi a tua importância para mim.
Não se trata apenas de te olhar e sentir que és importante
Não se trata de estar contigo e ser apenas aquilo que eu quero, estar contigo,
Trata-se de já não haver maneira de falar de mim sem falar em ti!
Superas-te apenas com presenças, momentos perfeitos que em anos vivi!
Ajudas-te com as palavras certas quando em momentos dizia, desisti!
Estou rodeado de pessoas que aponto, sinto e digo "preciso de ti".
Pessoas que adoro, venero, que me fazem feliz,
E nunca pensei olhar acima delas.
Mas hoje olhei!
Continua sem saber a tua importância,
Mas agora sei porquê.
És infinitamente importante!
E culminar de tal adoração olho humano algum vê!
Subscrever:
Comentários (Atom)