segunda-feira, 12 de julho de 2010

Muro


Uma vida a digitar em ti,
Todas as recordações do passado,
Passado esse que não vivi,
Por nunca te ter largado.

A teu lado passava horas,
A ver palavras que me marcaram,
Não aceitava que estavam mortas,
Aquelas palavras que não me largavam.

Tristezas e alegrias marcadas,
Separadas apenas por tijolo e cimento,
Mas eram as verdades que lá faladas,
Que geravam parte do meu contentamento.

Numa vida de emoções,
Que agora se enfraquece,
Vejo todas as desilusões,
Mas não é isso que me entristece.

Entristece-me os momentos passados,
Olhando e escrevendo recordações,
Agora que tudo acaba,
Não levo essas sensações,
Sensações de quem amava e dias ficava,
A olhar para um muro de lamentações.

Agora sigo e apenas quero,
Um sentimento único mas sincero,
Este sentimento de gratidão,
Por perceber que o que é importante comigo vai em meu coração.

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