
Tivesse eu a inspiração que tenho em outros dias,
E escreveria a toda a hora.
Ou pelas flores e árvores da floresta,
Ou pelo olhar e sorriso que é só teu,
Mas, nem em todos os momentos a inspiração desperta,
Para fazer desse teu sorriso, um sonho meu.
Não escrevo a pensar as palavras,
Sinto-as apenas.
Vejo em cada palavra um traço de um desenho teu,
Para onde o meu pensamento a olhar nunca se atreveu.
Tivesse ele metade da ousadia de meu coração,
A quem nem o mais pequeno gesto é efémera recordação,
E eterno amor te cantaria!
Fosse ou não teu grande amor a poesia.
Enfrentaria o meu maior medo para, ter um minuto da tua atenção!
Mesmo que no final abdicasse de um ano da minha vida em vão.
Mas dir-te-ia sem menor medo da força das palavras me engasgar,
Por mais sobrenatural que seja a vontade em saberes que te quero amar.
Encontro-me morto para vida por, não poderes partilhar comigo a tua dor.
Encontro-me morto para vida por, ter o pensamento como um ser dissuasor deste amor.
Pois, como o poeta precisa das palavras para escrever,
Eu preciso de ti para renascer.
Xi, em que dualididade foste tu pegar! Ricardo, bom poema, é do amor que nasce muita poesia (depois do que eu vi em outros lados quase toda) mas o que interessa é que foste puro a falar nesta relação desenfreada e poderosa que é a relação amorosa e inspiracional do amor. O renascimento de um poeta faz-se pela não desistência e pela vontade de lutar que nos é bem caracteristica
ResponderEliminarMuito bom ,
Obrigado... :D Gosto de desafios... ah ah.. :D
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