terça-feira, 25 de outubro de 2011

Falar sem Saber


Já te sentaste a ouvir o mundo?

A diversidade é enorme,

Por toda a parte, é notória a sua extravagancia,

A riqueza dos pormenores ínfimos da natureza,

Como a delicadeza de cada gota perfeita da chuva,

Todas elas diferentes mas, todas cheias da mesma agua,

Todas elas delicadas como o mundo deveria ser para ele.


Haverá melhor forma de amar do que delicadamente?

Sem exageros de descrições e emoções,

Mas mesmo assim confiar a quem amas aquilo, que não confiarias a ti!

Aproveitar cada momento,

Do passeio nocturno pela cidade em chuva,

Ao beijo à beira-mar com o som de uma onda em fuga.

Do desaparece e esquece-me pelo ciúme causado,

Ao cala-te e abraça-me de um amor desolado.


Alguma vez encontras-te alguém que, ao olhares, te mostrou um novo mundo?

Que ao te falar, fez com que tudo à volta fosse nauseabundo?

Que ao te tocar, fez com que não a querias perder do teu lado por um segundo?

Que ao a abraçares, o seu cheiro indescritivelmente doce te deixa horas meditabundo?


Já alguma vez te sentiste assim?!

Não?

Então nunca amas-te de verdade,

Porque eu não vivo para saber o que é amar,

Mas amo porque só assim posso viver.

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