quinta-feira, 21 de julho de 2011

Renascer da "Desinspiração"


Tivesse eu a inspiração que tenho em outros dias,

E escreveria a toda a hora.

Ou pelas flores e árvores da floresta,

Ou pelo olhar e sorriso que é só teu,

Mas, nem em todos os momentos a inspiração desperta,

Para fazer desse teu sorriso, um sonho meu.


Não escrevo a pensar as palavras,

Sinto-as apenas.

Vejo em cada palavra um traço de um desenho teu,

Para onde o meu pensamento a olhar nunca se atreveu.

Tivesse ele metade da ousadia de meu coração,

A quem nem o mais pequeno gesto é efémera recordação,

E eterno amor te cantaria!

Fosse ou não teu grande amor a poesia.


Enfrentaria o meu maior medo para, ter um minuto da tua atenção!

Mesmo que no final abdicasse de um ano da minha vida em vão.

Mas dir-te-ia sem menor medo da força das palavras me engasgar,

Por mais sobrenatural que seja a vontade em saberes que te quero amar.

Encontro-me morto para vida por, não poderes partilhar comigo a tua dor.

Encontro-me morto para vida por, ter o pensamento como um ser dissuasor deste amor.

Pois, como o poeta precisa das palavras para escrever,

Eu preciso de ti para renascer.



2 comentários:

  1. Xi, em que dualididade foste tu pegar! Ricardo, bom poema, é do amor que nasce muita poesia (depois do que eu vi em outros lados quase toda) mas o que interessa é que foste puro a falar nesta relação desenfreada e poderosa que é a relação amorosa e inspiracional do amor. O renascimento de um poeta faz-se pela não desistência e pela vontade de lutar que nos é bem caracteristica

    Muito bom ,

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  2. Obrigado... :D Gosto de desafios... ah ah.. :D

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