Tento escrever mas as palavras não saem,É como se tivessem vergonha de mim.
Sinto uma enorme dor mas não consigo escrever,
O que em tempos era motivo para viver.
O aperto é tão forte,
O sofrimento é tão grande
Mas, igualmente tão medroso,
Que só nos momentos de solidão aparece.
Invade-me de incerteza e interrogação,
Não mostra menor pingo de preocupação,
E ainda inunda o meu olhar,
Por ter que esquecer o que é amar.
Só queria ter o meu mundo para abraçar,
O mundo que todos as noites me vejo a idolatrar,
Por ter medo de durante o dia o encarar.
Um mundo de olhar fresco e resplandecente,
De sorriso natural como a nascente,
De espírito em nada irreverente,
Um mundo só meu que está gravado na minha mente.
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