quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Quarto da Vida
"Já olhei todas as paredes do meu quarto,
Vi em cada uma delas espelhadas as minhas memórias.
Da tristeza à felicidade,
Da duvida à certeza,
Todas elas lá apareciam.
Um dia apaguei a luz do meu quarto e olhei-as novamente,
Todas elas eram iguais,
Todos me mostravam a profunda escuridão do nada ali presente,
Não havia tristeza mas, também não havia felicidade,
Haviam dúvidas e não existia uma única certeza.
Toda aquela escuridão representava o meu futuro,
Sem certezas do que será e como será,
Sem certeza das armas que usarei.
Fiquei horas naquele escuro sem fim,
Perdido e repleto de medo.
Mas, no final de tanto tempo um rasgo de claridade!
Aproximei-me lentamente, abri a janela e já amanhecia,
Olhei em volta e todo o meu quarto voltava a dar respostas."
Não importa se hoje sabes o que serás amanha,
Nem se serás tão ou mais correcto que agora,
Importa que preserves hoje o que poderás não ver outrora,
Para que por mais tempo que estejas perdido,
Todos te procurem como se tivesses hoje desaparecido.
Poderá ser quem sempre apoias a te levantar,
Ou até mesmo o mundo que te queira por ele a caminhar,
Mas nunca feches os olhos por não conseguir olhar,
Pois mais tarde ou mais cedo a vida vai-te encandear.
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