quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sabes porque existes?


Eu nunca tentei destruir a vida dos outros,

Os outros, é que não aceitavam a realidade deles que eu dava a conhecer.

Não era eu o hipócrita das amizades

Nem o vendedor de simpatia,

Tu é que te davas a agradar aos outros

Mostrando a todos o que cada um queria ver

Eras privada de personalidade própria

Mas dotada de interrogação.

De tal forma dotada que agora só ela é a tua companhia,

Passas os dias a sorrir sem saberes quem está a sorrir,

A chorar sem saber quem está a chorar,

Passas os dias, a passar os dias.

Não tens propósito de existência!

Não tens um eu que se aponte!

Não tens nada.

Fizeste de ti um nada

E assim destruíste o que eras para mim, tudo.

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