
Eu nunca tentei destruir a vida dos outros,
Os outros, é que não aceitavam a realidade deles que eu dava a conhecer.
Não era eu o hipócrita das amizades
Nem o vendedor de simpatia,
Tu é que te davas a agradar aos outros
Mostrando a todos o que cada um queria ver
Eras privada de personalidade própria
Mas dotada de interrogação.
De tal forma dotada que agora só ela é a tua companhia,
Passas os dias a sorrir sem saberes quem está a sorrir,
A chorar sem saber quem está a chorar,
Passas os dias, a passar os dias.
Não tens propósito de existência!
Não tens um eu que se aponte!
Não tens nada.
Fizeste de ti um nada
E assim destruíste o que eras para mim, tudo.
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